4 de fevereiro de 2011

Um inicio, um meio, um fim


Clareza e lucidez
Distúrbios e embriagues
Na fumaça do cigarro
Mais uma droga da estupidez

Não há escuridão maior do que a meia noite
Percebo meus pés deixando rastros
Não tenho mais forças em meus braços
Meu corpo se deleita no monte

O vento inclina a velha árvore na colina
Púrpuras de orvalho estampam minha face
As voltas no relógio da vida
Afastaram-me do olhar de criança

Lentamente o pulsar vai enfraquecendo
Um gosto salubre chega a meus lábios
Lágrimas retratam uma velha história
Vidas vividas sem ser sentidas

Nuvens correm contra o Ocidente
Um solitário pássaro reluta no infinito
Nada vai detê-lo
O vento é seu melhor amigo neste instante

O último suspiro sinto em meu corpo
O frio chega apaziguando o horror da despedida
A terra estremece uma única vez
O Céu abre as cortinas
A flor murcha na emoção do desprendimento
Um inicio, um meio, um fim.


Um comentário:

  1. É sempre muito bom ler seus textos, vou aprendendo de um lado, tentando compreender do outro. Núnca é fácil, mas aos poucos vou tendo clareza e sabedoria. Obrigada por isso....Bjoss

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